quarta-feira, 11 de julho de 2012

O desenvolvimento da criança e o brincar - por Bia Bedran

É um instinto natural. Toda criança nasce sabendo brincar. Um direito fundamental importantíssimo para o desenvolvimento do conhecimento, habilidades e potencialidades ainda na infância. Qual a importância do faz de conta para o desenvolvimento da criança? A televisão contribui ou desestimula o brincar? Até que ponto uma infância recheada de fantasia é um estímulo na formação da personalidade? Para conversar sobre o desenvolvimento da criança e o brincar, uma referencia quando o assunto é arte voltada para a infância: Bia Bedran contadora de histórias, compositora e professora.

domingo, 1 de julho de 2012

A atividade lúdica na educação infantil

Olá, pessoal! Hoje li um texto muito bom da Psicopedagoga Angela Cristina Munhoz e vim trazer para vocês! Para acessar mais textos da Angela acesse www.psicopedagogia.com.br




Estudos e pesquisas têm comprovado a importância das atividades lúdicas, no desenvolvimento das potencialidades humanas das crianças, proporcionando condições adequadas ao seu desenvolvimento físico, motor, emocional, cognitivo, e social. Atividade lúdica é toda e qualquer animação que tem como intenção causar prazer e entretenimento a quem pratica. São lúdicas as atividades que propiciam a experiência completa do momento, associando o ato, o pensamento e o sentimento. A criança se expressa, assimila conhecimentos e constrói a sua realidade quanto está praticando alguma atividade lúdica. Ela também espelha a sua experiência, modificando a realidade de acordo com seus gostos e interesses.
Na educação Infantil podemos comprovar a influência positiva das atividades lúdicas em um ambiente aconchegante, desafiador, rico em oportunidades e experiências para o crescimento sadio das crianças. 
Os primeiros anos de vida são decisivos na formação da criança, pois se trata de um período em que a criança está construindo sua identidade e grande parte de sua estrutura física, socioafetiva e intelectual. É, sobretudo, nesta fase que se deve adotar várias estratégias, entre elas as atividades lúdicas, que são capazes de intervir positivamente no desenvolvimento da criança, suprindo suas necessidades biopsicossociais, assegurando-lhe condições adequadas para desenvolver suas competências. 
Todas as instituições que atendem crianças de 0 a 5 anos, deve promover o seu  desenvolvimento integral, ampliando suas experiências e conhecimentos, de forma a estimular o interesse pela dinâmica da vida social e contribuir para que sua integração e convivência na sociedade sejam produtivas e marcadas pelos valores de solidariedade, liberdade, cooperação e respeito. As intuições infantis precisam ser acolhedoras, atraentes, estimuladoras, acessíveis ás crianças e ainda oferecer condições de atendimento ás famílias, possibilitando a realização de ações sócioeducativas.

As crianças necessitam receber nas instituições de educação infantil:

  • Ações sistemáticas e continuadas que visam a fornecer informações;
  • Realizar vivências através de atividades lúdicas;
  • Aprimorar conhecimentos.

São vários os benefícios das atividades lúdicas, entre eles estão:

  • Assimilação de valores;
  • Aquisição de comportamentos;
  • Desenvolvimento de diversas áreas do conhecimento
  • Aprimoramento de habilidades;
  • Socialização.

Quanto ao tipo de atividades lúdicas existentes, são muitas, podemos citar:

Desenhar;
Brincadeiras;
Jogos;
Danças;
Construir coletivamente;
Leituras;
Softwares educativos;
Passeios;
Dramatizações;
Cantos;
Teatro de fantoches, etc.

As atividades lúdicas podem ser uma brincadeira, um jogo ou qualquer outra atividade que permita tentar uma situação de interação. Porém, mais importante do que o tipo de atividade lúdica é a forma como é dirigida e como é vivenciada, e o porquê de estar sendo realizada. Toda criança que participa de atividades lúdicas, adquire novos conhecimentos e desenvolve habilidades de forma natural e agradável, que gera um forte interesse em aprender e garante o prazer.
Na educação infantil, por meio das atividades lúdicas a criança brinca, joga e se diverte. Ela também age, sente, pensa, aprende e se desenvolve. As atividades lúdicas podem ser consideradas, tarefas do dia-a-dia na educação infantil.
De acordo com Teixeira (1995), vários são os motivo que induzi os educadores a apelar às atividades lúdicas e utilizá-las como um recurso pedagógico no processo de ensino-aprendizagem. 
Segundo Schwartz (2002), a criança é automotivada para qualquer prática, principalmente a lúdica, sendo que tendem a notar a importância de atividades para o seu desenvolvimento, assim sendo, favorece a procura pelo retorno e pela manutenção de determinadas atividades. 
Huizinga (1996), diz que numa atividade lúdica, existe algo “em jogo” que transcende as necessidades imediatas da vida e confere um sentido à ação.

Para  Schaefer (1994), as atividades lúdicas promovem ou restabelecem o bem estar psicológico da criança. No contexto de desenvolvimento social da criança é parte do repertório infantil e integra dimensões da interação humana necessária na análise psicológica (regras, cadeias comportamentais, simulações ou faz-de-conta aprendizagem observacional e modelagem).
Toda a atividade lúdica pode ser aplicada em diversas faixas etárias, mas pode sofrer intervenção em sua metodologia de aplicação, na organização e no prover de suas estratégias, de acordo com as necessidades peculiares das faixas etárias. As atividades lúdicas têm capacidade sobre a criança de gerar desenvolvimento de várias habilidades, proporcionando a criança divertimento, prazer, convívio profícuo, estímulo intelectivo, desenvolvimento harmonioso, autocontrole, e auto-realização. 
O educador deverá propiciar a exploração da curiosidade infantil, incentivando o desenvolvimento da criatividade, das diferentes formas de linguagem, do senso crítico e de progressiva autonomia.  Como também ser ativo quanto às crianças, 
criativo e interessado em ajudá-las a crescerem e serem felizes, fazendo das atividades lúdicas na educação Infantil excelentes instrumentos facilitadores do ensino-aprendizagem.
As atividades lúdicas, juntamente com a boa pretensão dos educadores, são caminhos que contribuem para o bem-estar, entretenimento das crianças, garantindo-lhes uma agradável estadia na creche ou escola.  Certamente, a experiência dos educadores, além de somar-se ao que estou propondo, irá contribuir para maior alcance de objetivos em seu plano educativo.

Por Angela Cristina Munhoz Maluf, Ms. em Ciências da Educação,docente de graduação e pós-graduação,psicopedagoga, especialista em Educação Infantil e Especial, escritora, palestrante e consultora de projetos.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Desenvolvimento social da criança

Por Daniella Magnini Baptista
Pedagoga

Chama-se de desenvolvimento social o comportamento observado no modo de alguém agir diante de uma dada situação ou pessoa. Aqui evidenciamos o desenvolvimento social da criança pois nossa proposta é esclarecer e quem sabe auxiliar no entendimento de alguns fatores que influenciam nas tomadas de decisões.

Para que o desenvolvimento social de uma criança seja pleno precisa ser fundamentado nos aspectos físicos, psicológicos e principalmente cognitivos. Quando esses aspectos são respeitados e estão em harmonia o desenvolvimento social da criança ocorre de maneira linear e sem grandes problemas, por isso, vale lembrar, que a medicina se encarrega dos cuidados físicos, a psicologia da carga emocional e a pedagogia da aprendizagem. Tudo isso é importante por que diante do grande desafio que é o desenvolvimento social da criança um aspecto está ligado ao outro. Cada fase da vida é caracterizada por aspectos que influenciam no desenvolvimento infantil fazendo com que a criança sinta que é parte do processo de interação social. São eles:

Nascimento: Por ser totalmente dependente do adulto o bebê inicia seu desenvolvimento com grande vínculo de dependência o que só poderá perder mais tarde. O interessante é que com seis semanas ele já reage de modo específico à voz do pai ou da mãe e exerce os reflexos presentes no nascimento.

Três e quatro meses: A criança reage de forma positiva à voz que ouve.

Quatro e cinco meses: Quando colocado diante de outra criança o bebê esboça alegria, sorri e pode repetir intencionalmente as reações que produzem resultados interessantes como por exemplo ao esticar as pernas para atingir um boneco suspenso sobre o berço, só para vê-lo balançar.

Seis meses: Devido a maior capacidade de discriminação visual, a criança sente a presença do outro e é atraído por ele pois apresenta interesse em novidades.

Sete meses: Nesta fase do desenvolvimento infantil, a resposta com choro à voz agressiva e aos gestos ameaçadores é uma característica inconfundível.

Oito meses a Um ano de idade: Neste período a criança reage à voz de censura ou à expressão desagradável de uma pessoa com um sorriso depois de um instante de vacilação.

Entre Um e Dois anos de idade: A criança apresentará uma reação amável ou hostil ao aproximar-se de outra pessoa dependendo do tipo de experiência que teve.

Entre Dois e Três anos de idade: Bastante egocêntrica, nessa faixa etária a criança aprende que neste mundo há regras que precisam ser obedecidas, sendo assim, a criança muitas vezes prefere brincar sozinha do que brincar com outras crianças da mesma faixa etária. Se manifestam atitudes eletivas de afeição, ódio e amor e nota-se com facilidade o ciúme de outras crianças.

Entre Três e Quatro anos: Nesta faixa etária a criança começa a desenvolver os aspectos básicos de responsabilidade e de independência, o que caracteriza um grande progresso em relação ao desenvolvimento da capacidade simbólica preparando naturalmente a criança para o próximo estágio que é o da infância e os anos iniciais da fase escolar.

Quatro anos: Ativa, a criança descobre que existem coisas que ela pode ou não fazer e tanto o animismo (quando atribui vida aos objetos) como o realismo nominal (quando acredita que o nome faz parte do objeto) são elementos formadores do processo de sociabilização no qual a criança gradualmente deixa de ser menos egocêntrica e compreende que suas ações podem afetar as pessoas à sua volta e manifesta a necessidade de contatos sociais.

Cinco anos: A criança já entende regras e sabe qual a importância de seguir padrões socialmente aceitos compreendendo claramente se uma coisa é certa ou errada. Desenvolve a racionalização diante de situações problemas e escolhe um melhor amigo que será aquele com o qual irá analisar os padrões de comportamento ensinados pela família e sociedade. Tem início a descoberta das relações sociais onde apreende a reagir diante do que gosta ou não apesar de sua participação nos grupos de brinquedos ainda ser vagarosa e seletiva.

Seis anos: Essa fase do desenvolvimento é caracterizada pela explosão lingüística na qual a criança possuí um vocabulário de cerca de mil palavras que ela fala e provavelmente outras duas ou três mil palavras que compreende. Com a aquisição e as descobertas de novas palavras e padrões no comportamento o desenvolvimento social é favorecido o que serve de instrumento para o avanço nas relações. Essa fase é caracterizada pelo encontro do prazer em se reunir a pequenos grupos de crianças do mesmo sexo, pois ela precisa de certa liberdade dentro do grupo para que seus gestos sejam aprovados.

 




Vale lembrar que é a partir dos seis anos de idade, que a criança passa a se comparar com outras crianças da mesma faixa etária e situações como essa aliadas ao crescimento da vida social da criança, tendem a diminuir a importância dos pais e da família como modelos de comportamento, aumentando a importância dos amigos e dos professores. O tempo de vida social da criança fora do lar se divide entre a escola e o grupo de amigos e por isso é que pais e professores devem ter muita paciência e dedicação pois tudo o que for estimulado nessa fase do desenvolvimento irá refletir no restante das escolhas e interesses.

É importante citar que o tipo de auto-imagem construída durante a infância pode influenciar no comportamento social da pessoa tanto no que caracteriza a pré-adolescência, a adolescência e principalmente a vida adulta e por isso é fundamental trabalharmos com modelos de valores e princípios positivos na família, na escola e na comunidade.


quinta-feira, 28 de junho de 2012

A importância de ser criança

Bom, pessoal, pra quem chegou aqui no blog e leu a página onde eu me apresentei e falei um pouco sobre este espaço, já deve saber mais ou menos sobre o que vamos tratar aqui. Mas quem não teve essa curiosidade antes e agora quer saber um pouco sobre isso segue abaixo um texto retirado do Jornal das Montanhas (MG) onde o Dr Vanderley fala justamente da importância de ser criança apontando diversos fatores e situações. Achei muito interessante e resolvi anexar aqui como a primeira postagem neste blog afim de que também fique claro que ser criança é indispensável para qualquer ser humano e, além do mais, é na infância que a gente descobre e conhece tantas coisas legais.


Toda criança deve ser respeitada e bem-educada.
Onde começa a educação de uma criança para ser bem sucedida na vida junto a sociedade, o melhor professor inicial são os pais e os familiares destas crianças, mais para isto tem que existir na cidade o no município uma plano governamental educacional, cultural e assistencial, onde primeiramente conscientizará os pais e familiares destas crianças. Este é 1º passo para uma boa formação educacional destas crianças.
2º Passo – criar trabalhos voluntários com crianças e adolescentes sobre cultura de paz e não a violência, assim nossas crianças cada dia vai mudando sua maneira de pensamentos como sabemos nosso cérebro se divide em duas partes um lado que registra a aprendizagem da vida do nosso dia a dia e a outra parte que memoriza as partes negativas principalmente as partes negativas que aprende as crianças e os adolescentes, crescendo assim com uma mente não frutifica e com maus pensamentos para a alta destruição humana.
Todos os governantes sejam Municipal, Estadual, Federal, deveria em seus planos de Governos pensarem primeiramente no plano de Reintegração Social do bem-estar educacional destas crianças e recordar que eles um dia foram crianças e merece todo nosso amor e gratidão, também deve conscientizar suas cidades e municípios do respeito a vida com estas crianças. E você quando deparar com uma criança nas ruas, onde seja que você a encontrar não a maltrate recorda naquele momento que estas crianças que esta sofrendo pedindo algo para comer, poderia ser você fale com estas crianças cocientisalas falando palavras de amor, de carinho entusiasmando a estudar falando a elas que o futuro desta nação poderá mais adiante esta em suas mãos. Recordando a esta criança que uma pessoa de grande fama que você conhece um dia foi uma criança como o Prefeito da Cidade, o Governador do Estado, o Presidente da Republica tudo isto quando falamos amavelmente a uma criança que naquele momento esta sofrendo só escutando palavra de maltratos, com simples palavras você poderá ajudar uma criança a mudar seu comportamento social.
3º Hoje os países de primeiro mundo trabalham com sistemas paritários, como Governos, Sociedades Civil, Empresas. Nas ajudas sociais as vezes as pessoas pensam que somente os governantes que devem fazer tudo principalmente os Perfeitos. Em muitas cidades que carecem de ajuda para estes fins sociais todos nos fazemos parte de uma sociedade e ajudar aqueles que necessitam também faz parte de nossas vidas, um velho dito a união faz a força, os Prefeitos inteligentes busca bom profissionais para seus departamentos de Assistência Social e educacional para trabalhar com todos estes planos de atuações juntos a Governos Estaduais, Federais, Empresas e toda Sociedade Civil.
Toda criança tem direitos a vida a educação, saúde, direito de expressão, respeitamos essas crianças elas necessitam de nossa ajuda, recorda que com sua ajuda uma destas crianças poderá ser resgatado com seu bom ato de amor salva las do mundo do crime e orgulhosamente você poderá dizer com uma simples ajuda que meu bom ato de amor e gratidão hoje posso ver frutos da minha solidariedade. Seus atos de amor contribuem para um futuro melhor para crescimento de uma sociedade digna junto seus familiares e amigos, nunca te esqueça o futuro de uma nação e o progresso de uma boa formação esta nas mãos de nossas crianças.
Una-se aos trabalhos voluntários de sua Cidade. Eu posso, você pode. Unidos ajudaremos nossos Municípios e Cidades a mudar para uma vida melhor a qualidade de vida de nossas crianças e jovens que representara o futuro.

(Dr.Vanderley Fernandes Avelar – Bacharel em Serviços Sociais)